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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Thraupinae
 Cabanis, 1847
Espécie: T. sayaca

Nome Científico

Thraupis sayaca
(Linnaeus, 1766)

Nome em Inglês

Sayaca Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Sanhaço-cinzento

O sanhaço-cinzento é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como sanhaçinho,sanhaço-do-mamoeiro, sanhaçu, sanhaço-comum, sanhaço-da-amoreira, e no Nordeste como pipira-azul (Piauí) e sanhaço-azul (Natal/RN) e sanhaço-de-ateira (Ceará). É uma das aves mais comuns do país, conhecida por realizar acrobacias em meio a disputa por frutas com outros pássaros.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupy) tangará, ata = andar; e carã = em volta; e do (tupy) saí-açu, = nome indígena tupy para um pássaro muito ativo ou para identificar várias espécies do gênero Tangará; Sayacu de Marcgrave (1648),(Thraupis). ⇒ Pássaro dançarino Sayacu.

Características

Mede entre 16 e 19 centímetros de comprimento e pesa entre 28 e 43 gramas. (Hilty, 2011).
O adulto de Tangara sayaca apresenta coloração geral cinzenta, com as asas e cauda de coloração azul turquesa. Sua cabeça é cinza com uma fina e tênue faixa pós ocular cinza escuro que nem sempre está visível. Testa, coroa e nuca também cinza. Os lores são cinza, da mesma coloração da cabeça. A coloração do manto é cinza, porém mais escuro que a nuca. As penas coberteiras são cinza azuladas. As rêmiges apresentam bela coloração cinza azulada, com reflexos metálicos esverdeados e com as bordas internas das penas escuras. O uropígio, assim como as penas supracaudais, são cinza azulados e as retrizes são azuladas com os mesmos reflexos metálicos verdes das rêmiges. A garganta, peito e ventre são cinza e o crisso é branco.
Os olhos são escuros e o bico apresenta coloração cinza escuro, sendo a porção proximal do bico de coloração mais clara que a porção distal. Tarsos e pés são cinza.
O jovem ou imaturo é similar ao adulto da espécie, entretanto sua coloração é mais esverdeada, mais pálida e mais opaca que este.
Os filhotes são cinzentos e apresentam comissura labial rosada.

Pode ser confundido com o sanhaçu-de-encontro-azul, porém o último é muito mais azulado, sem os reflexos metálicos verdes, especialmente no encontro da asa, e também possui o bico maior. É sem dúvida o sanhaço mais comum em nosso país. Tem um canto longo, entrecortado pelo som de notas altas e baixas. O canto da espécie varia para cada local, havendo exemplo de o sanhaço-cinzento cantar diferente até num mesmo bairro.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui três subespécies:

(Clements checklist, 2014)

Indivíduos com plumagem leucística

O que é leucismo?

O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é a falta de pigmentação em parte do corpo de algum animal, podendo ter fundo genético (hereditário ou não), metabólico ou até de alimentação. O resultado normalmente são regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação. Indivíduos irregularmente manchados de branco são também comumente chamados de “arlequim”. Ao contrário do albinismo, que é a ausência completa de melanina, o leucismo pode envolver outros tipos de pigmento.

Mesmo indivíduos leucísticos completamente brancos podem ser diferenciados de indivíduos albinos: a cor do olho no primeiro é normal, enquanto no albino os olhos são vermelhos.

Alimentação

Frutos, costuma consumir muito o fruto da aroeira-mansa, amoras, folhas, brotos, flores de eucaliptos e insetos, entre estes os alados de cupim “siriris”) capturados em voo. Vive normalmente na copa das árvores em busca dos frutos maduros, mas é intrépido o suficiente para apanhar também os caídos, preferindo até os que já estejam infestados de larvas e desfrutando-os com outras aves, como a saíra-amarela e o sabiá-da-praia. Aprecia muito os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Costuma frequentar comedouros com frutas, como a banana e laranja. Foi observado em Jaú-SP um sanhaço-cinzento alimentando-se das flores de um ipê-amarelo (João de Almeida Prado). Alimenta-se de manga, do tipo carlotinha. Quando em casal, o macho, com o alimento no bico, alimenta a fêmea.

Reprodução

O ninho, construído pelo casal, é compacto, feito de pequenas raízes, musgos e pecíolos foliares, com um diâmetro externo de cerca de 11 centímetros. Fica escondido na vegetação densa, numa forquilha de árvore, em alturas variáveis. A fêmea põe de 2 a 3 ovos de cor branca, pintados de marrom, semelhantes ao dos sabiás, só que menores, e é responsável pela incubação, que dura de 12 a 14 dias. O casal alimenta os filhotes, que deixam o ninho após 20 dias de idade.

Hábitos

Quando um macho apronta-se para agredir outro, seu canto torna-se rouco e monótono. Anda quase sempre em casais ou pequenos bandos. Também é visto junto com outra espécie de sua família, como o sanhaçu-do-coqueiro, cujo canto é bem parecido. É bem ativo. Costuma ter medo de humanos, assim se assustando e voando desesperadamente. Vive na copa ou entre as árvores à busca de alimentos. Frequenta comedouros com frutas.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre nas regiões tropicais e subtropicais ao sul da Amazônia e a leste dos Andes.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos